Um dos pontos altos da análise de Haddad sobre o sistema soviético reside na sua interpretação da planificação central. Diferente de leituras simplistas que veem o planejamento apenas como uma ferramenta técnica de eficiência ou, no extremo oposto, como uma "gaiola de ferro" burocrática, Haddad propõe uma leitura histórica.
A Revolução de Outubro, nesse contexto, politizou o que o capitalismo já estava realizando economicamente: a fusão do capital bancário e industrial sob o comando do Estado. O caráter socioeconômico do sistema soviético, portanto, é definido por uma
Nesse sentido, a análise de Haddad dialoga profundamente com a obra de autores como Karl Marx, Lênin e Rudolf Hilferding. O autor busca decifrar se a forma soviética representava uma superação do capitalismo ou uma morfologia distinta de acumulação. O ponto de partida é a teoria do valor-trabalho. No capitalismo, a lei do valor regula a alocação de recursos através do mercado. Na experiência soviética, a estatização dos meios de produção eliminou o mercado capitalista privado, mas isso não significou a extinção da lei do valor.
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For Haddad, the defining character of the Soviet system is the . This class controls the allocation of resources, decides what is produced, who gets promoted, and how the surplus is distributed (e.g., building missiles vs. housing). They do not own the factories legally (the "people" do), but they control them administratively.
Para compreender o "caráter socioeconômico" da URSS, é fundamental situar o debate no terreno da teoria marxista clássica. Haddad, em sua abordagem, parte da premissa de que o socialismo não é um modo de produção plenamente constituído que surge de imediato após a revolução, mas sim uma fase de .
